terça-feira, 4 de maio de 2010

Poluição Sonora


Barulho! Esse assunto não é tão simples o quanto pensamos, porém simples de abrangê-lo. Os pequenos ruídos do dia-a-dia são tão normais para nós que nos levam a não percebê-los, porém é daí que parte um problema de poluição não visível e ao mesmo tempo nociva para a saúde do homem, é a tal “Poluição Sonora”. Com o crescimento desordenado das cidades e o surgimento de inúmeras indústrias, as pessoas passaram a conviver com a poluição sonora cada vez mais fortificada e esse pode ser considerado um dos maiores problemas da vida moderna. As cidades brasileiras têm o respaldo de leis federais para impedir a poluição sonora, mas preferem o progresso à saúde de seus habitantes. Os principais vilões da poluição sonora em cidades são os tráfegos e as construções civis, o aumento do número de carros e de construções está ligado ao crescimento das populações urbanas, implicando no aumento da produção do ruído e causando a incidência do problema. Dois fatores são decisivos para mensurar a intensidade da poluição sonora: o tempo de exposição e o nível do barulho que a pessoa se expõe. A perda da audição é o efeito mais comum associado ao excesso de ruído e pode ser causado por várias atividades da vida diária. Calcula-se que 10% da população do país possuem distúrbios auditivos. Atualmente, cerca de 5% das insônias são causadas por fatores externos, principalmente ruídos.
A OMS (Organização Mundial de Saúde) considera que um som deve ficar em até 55 decibéis para não causar maleficios ao ser humano, a partir daí, os efeitos maléficos começam a aparecer. No entanto o aparelho usado para medir o decibéis de um ambiente é o “decibelímetro”. Alguns problemas podem ocorrer a curto prazo, outros levam anos para serem notados, como a surdez na velhice. O ruído do trânsito é o que mais contribui na poluição sonora e cresce muito, principalmente nas grandes cidades agravando a situação. Já no âmbito doméstico, a poluição sonora ocorre pela emissão de ruídos acima das especificações produzidas por nossos eletrodomésticos, que costumam ser barulhentos, como por exemplo: o microondas; o liquidificador etc.. E também o ruído industrial, além da perda orgânica da audição, provoca uma grande variedade de males à saúde do trabalhador, que vão de efeitos psicológicos até redução da produtividade e afins. O efeito desse problema mundial se resulta em: insônia, estresse, depressão, agressividade, perda de atenção e memória, dores de cabeça, aumento da pressão arterial, cançasso, gastrite e obviamente a surdez. É até assustador quanto ao numero de decibéis que consumimos involuntariamente por dia, vou citar alguns exemplos para termos idéia do quanto nossos ouvidos sofrem: música baixa (40 db), restaurante com movimento (70 db), secador de cabelo (90 db), buzina de automóvel (110 db), tiro de arma de fogo próximo (140 db) e por ai podemos imaginar o resto! Só de estar interagindo mais profundamente com o assunto, meu ouvido já capta os minimos ruidos existentes a minha volta (uma sala fechada com um ar condicionado ligado, telefone tocando..) e de fato, se pararmos para observar é realmente desagradável. A poluição sonora também é encontrada na parte legislativa, da qual deve ser combatida pelo poder público e pela sociedade, caso haja malefícios, garantindo assim o direito ao sossego público, resguardado pelo artigo 225 da Constituição Federal. Mas essa situação pode ser revertida aplicando-se as tecnologias de controle dos ruídos existentes, que envolvem o desenvolvimento de máquinas menos ruidosas, ou seja: menos barulhentas.


Juliana